Mais de 23 mil alunos da Prefeitura de Manaus fizeram a Avaliação Municipal de Alfabetização (AMA), realizada nesta quinta-feira, 28/8, em 348 unidades da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A prova aconteceu em mais 948 turmas de aula, do período da manhã e tarde.
A avaliação é coordenada pela Divisão de Avaliação e Monitoramento (DAM) da Semed. Segundo o chefe da DAM, Leandro Anjos, o principal objetivo do exame municipal é preparar os estudantes para prova Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam), que apesar de ser de nível estadual, serve como parâmetro para mensurar o nível de conhecimento e de alfabetização dos alunos do 2º ano de todo Brasil.
“Essa prova traz a informação processual dos nossos estudantes do 2º ano. Ela também serve como um instrumento do processo de alfabetização e prepara os estudantes para a prova Sadeam, que é uma avaliação do Estado, mas também vinculada ao Governo Federal e que determina se o estudante está alfabetizado ou não. Nossa expectativa com o resultado desta avaliação é que nossa rede consiga se organizar, ainda pensando no Sadeam como um processo de intervenção”, explicou Leandro.
A prova é composta por itens objetivos, de respostas construídas, de letramento matemático, tudo ligado à matriz de referência do Sadeam e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do 2º ano. A prova conta com 32 itens, sendo 16 de matemática e 16 de português. As provas do 2º ano acontecem duas vezes ao ano, a primeira em março e a outra em agosto.
Uma das escolas que fez avaliação foi a Escola Municipal Gelcy Sena Abrantes, localizada no bairro Redenção, zona Centro-Oeste. Na unidade, mais de 70 estudantes fizeram a avaliação. A pedagoga da escola, Maria Amazonas, ressaltou que a prova é importante para melhorar o processo de ensino aprendizagem dos alunos do 2º ano do município de Manaus.
“Vemos que essa prova veio proporcionar a melhoria do processo de ensino e aprendizagem e que é um grande reforço para que os nossos alunos estejam mais preparados na prova do Sadeam”, comentou Maria.
Outra escola que fez a avaliação foi a Escola Municipal Carlos Gomes, situada no bairro da Compensa, zona Oeste. Lá, mais de 80 alunos fizeram o exame. O pequeno Benício Bandeira, de 8 anos, disse que teve facilidade de responder às questões.
“Eu acho que fui bem, porque não demorei e não tive tantas dificuldades para terminar a prova”, disse.
As provas também são realizadas com alunos 1º ano do ensino fundamental das escolas ribeirinhas da capital, por conta do calendário diferenciado que estes estudantes têm e do perfil da entrada e de saída deles, que também é excepcional. Então, só este público faz esta prova no 1º ano e no 2º ano. No caso deles, a prova é feita em janeiro e em meados de agosto ou setembro, a depender do período de cheia dos rios.
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Texto – Emerson Santos / Semed
Fotos – Ulisson Santos / Semed
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjCsbHn